Índices Oracle vs PostgreSQL: diferenças, equivalências e estratégias de migração
Índices Oracle vs PostgreSQL é um dos pontos mais importantes em projetos de migração de Oracle Database para PostgreSQL, porque a estrutura dos índices influencia diretamente o desempenho das consultas, o consumo de armazenamento, o custo de manutenção e o comportamento do otimizador. Embora os dois bancos utilizem índices para acelerar o acesso aos dados, os recursos disponíveis, os tipos de índices, a forma de modelagem e as estratégias de otimização apresentam diferenças importantes.
Em uma migração Oracle para PostgreSQL, simplesmente reproduzir todos os índices existentes no Oracle normalmente não é a melhor estratégia. O projeto precisa avaliar quais índices realmente são utilizados, quais podem ser substituídos por estruturas nativas do PostgreSQL, quais devem ser redesenhados e quais podem ser eliminados. A equivalência deve ser analisada considerando consultas, cardinalidade, distribuição dos dados, volume de DML, crescimento das tabelas e comportamento do otimizador.

O que são índices em bancos de dados?
Um índice é uma estrutura auxiliar criada para permitir que o banco de dados encontre determinadas linhas com mais eficiência do que realizando uma varredura completa da tabela.
Na prática, um índice funciona como uma estrutura de acesso adicional aos dados. Em vez de examinar potencialmente milhões de registros para encontrar aqueles que atendem a uma condição, o mecanismo pode utilizar o índice para localizar uma faixa ou conjunto de entradas relevantes e então acessar as linhas correspondentes.
Oracle e PostgreSQL utilizam índices como parte fundamental de suas estratégias de otimização. Entretanto, a existência de um índice não significa que ele sempre será utilizado. O otimizador avalia estatísticas, seletividade, cardinalidade, custo estimado, distribuição dos dados e características da consulta antes de escolher um plano de execução.
Além disso, índices não são gratuitos. Eles ocupam espaço, precisam ser mantidos durante operações de INSERT, UPDATE e DELETE e podem aumentar o custo das operações de escrita.
Oracle vs PostgreSQL: visão geral dos índices
| Característica | Oracle | PostgreSQL |
|---|---|---|
| Índice padrão | B-tree | B-tree |
| Índices multicoluna | Suportados | Suportados |
| Índices baseados em expressões | Function-based indexes | Indexes on expressions |
| Índices parciais | Não possuem equivalência direta ao modelo nativo do PostgreSQL | Suportados nativamente |
| Bitmap | Suportado | Não existe bitmap index nativo equivalente |
| GIN | Sem equivalente direto nativo | Suportado |
| GiST | Sem equivalente direto nativo | Suportado |
| SP-GiST | Sem equivalente direto nativo | Suportado |
| BRIN | Sem equivalente direto nativo | Suportado |
| Hash | Recursos e implementação diferentes | Suportado |
| Índices particionados | Recursos específicos de particionamento | Estratégia relacionada ao particionamento das tabelas |
A documentação do Oracle descreve índices B-tree como o tipo normal padrão e também apresenta recursos como bitmap, índices particionados e function-based indexes. O PostgreSQL disponibiliza B-tree, Hash, GiST, SP-GiST, GIN e BRIN, cada um voltado a diferentes estratégias de acesso.
Índice B-tree Oracle vs PostgreSQL
O B-tree é a principal equivalência entre Oracle e PostgreSQL.
No Oracle, índices normais são B-tree por padrão. No PostgreSQL, o comando CREATE INDEX também utiliza B-tree como método padrão.
Esse tipo de índice é especialmente adequado para consultas que utilizam igualdade, intervalos, ordenação e comparações sobre valores que possuem uma ordenação definida.
Por isso, uma grande parte dos índices B-tree encontrados em aplicações Oracle pode ser convertida para PostgreSQL de forma relativamente direta.
Oracle
CREATE INDEX idx_cliente_nome
ON clientes (nome);
PostgreSQL
CREATE INDEX idx_cliente_nome
ON clientes (nome);
A sintaxe é praticamente equivalente. Porém, a migração não deve considerar somente a sintaxe. É necessário validar se o índice continua sendo necessário no novo ambiente e se a ordem das colunas permanece adequada para as consultas executadas no PostgreSQL.
Índices compostos ou multicoluna
Índices compostos são índices definidos sobre duas ou mais colunas.
Esse recurso existe tanto no Oracle quanto no PostgreSQL, mas a estratégia de utilização precisa ser analisada cuidadosamente durante uma migração.
Exemplo no Oracle
CREATE INDEX idx_pedido_cliente_data
ON pedidos (cliente_id, data_pedido);
Equivalente no PostgreSQL
CREATE INDEX idx_pedido_cliente_data
ON pedidos (cliente_id, data_pedido);
No PostgreSQL, a ordem das colunas de um B-tree multicoluna é particularmente importante. As colunas mais à esquerda possuem papel relevante para restringir a área do índice que precisa ser examinada.
Isso significa que uma simples conversão estrutural do índice Oracle pode não representar a melhor configuração para o PostgreSQL.
Exemplo prático
Considere um índice:
CREATE INDEX idx_vendas
ON vendas (empresa_id, cliente_id, data_venda);
Se as consultas mais frequentes utilizarem:
WHERE empresa_id = 10
AND cliente_id = 500
AND data_venda >= DATE '2026-01-01'
a estrutura pode ser adequada.
Entretanto, se a aplicação consultar frequentemente apenas:
WHERE data_venda >= DATE '2026-01-01'
o índice composto pode não ser a melhor estrutura para essa consulta. Nesse caso, o desenho precisa ser reavaliado considerando o workload real.
A documentação atual do PostgreSQL destaca que índices multicoluna devem ser utilizados com parcimônia e que, em geral, índices muito largos podem gerar custos desnecessários.
Índices Bitmap no Oracle e PostgreSQL
Uma das diferenças mais importantes entre Oracle e PostgreSQL está nos índices bitmap.
O Oracle possui suporte nativo a bitmap indexes. Eles são particularmente úteis em determinados cenários de Data Warehouse e consultas analíticas, especialmente quando as colunas possuem baixa cardinalidade e existe baixa atividade de DML.
O PostgreSQL não possui um bitmap index nativo equivalente ao Oracle.
Isso significa que uma aplicação Oracle que utiliza intensivamente bitmap indexes precisa passar por uma análise específica durante a migração.
Exemplo conceitual no Oracle
CREATE BITMAP INDEX idx_cliente_status
ON clientes (status);
Esse índice não deve simplesmente ser convertido para:
CREATE INDEX idx_cliente_status
ON clientes (status);
sem avaliar o comportamento da aplicação.
Dependendo do caso, a estratégia no PostgreSQL poderá envolver B-tree, índices parciais, combinação de índices, particionamento, modelagem diferente ou outras técnicas de otimização.
O objetivo da migração não é reproduzir literalmente a tecnologia utilizada pelo Oracle, mas preservar ou melhorar o comportamento esperado da aplicação.
Function-Based Index Oracle vs índice baseado em expressão PostgreSQL
Outro ponto importante de compatibilidade é o uso de índices baseados em funções ou expressões.
No Oracle, os function-based indexes permitem indexar o resultado de uma função ou expressão. A documentação do Oracle apresenta esse mecanismo como uma forma de permitir que consultas que utilizam expressões possam se beneficiar de um índice.
O PostgreSQL possui um recurso equivalente conceitualmente chamado de indexes on expressions.
Oracle
CREATE INDEX idx_cliente_upper_nome
ON clientes (UPPER(nome));
PostgreSQL
CREATE INDEX idx_cliente_upper_nome
ON clientes (UPPER(nome));
Assim, uma consulta como:
SELECT *
FROM clientes
WHERE UPPER(nome) = 'JOAO';
pode utilizar a estrutura apropriada no PostgreSQL, desde que o índice e a expressão estejam corretamente definidos e o plano de execução considere essa estratégia.
A documentação do PostgreSQL permite que um campo de índice seja uma expressão calculada a partir dos valores de uma ou mais colunas.
Índices parciais no PostgreSQL
Os índices parciais são um recurso particularmente importante para projetos de modernização Oracle para PostgreSQL.
Um índice parcial contém apenas uma parte das linhas da tabela, determinada por uma condição.
Exemplo
CREATE INDEX idx_pedidos_abertos
ON pedidos (cliente_id)
WHERE status = 'ABERTO';
Esse índice pode ser interessante quando somente uma pequena parcela da tabela possui os registros relevantes para uma determinada consulta.
Imagine uma tabela com centenas de milhões de pedidos, mas apenas uma pequena quantidade ainda está aberta. Em determinadas situações, indexar somente os pedidos abertos pode reduzir significativamente o tamanho do índice e o custo de determinadas operações.
A documentação do PostgreSQL define partial indexes como índices que contêm entradas somente para uma parte da tabela, definida por uma condição WHERE.
Importância na migração
Durante uma migração Oracle, esse recurso pode permitir redesenhar estruturas que antes dependiam de estratégias mais pesadas.
Em vez de tentar reproduzir exatamente um índice existente, o arquiteto pode analisar quais registros realmente participam das consultas críticas e construir uma estrutura otimizada para o PostgreSQL.
Índices GIN no PostgreSQL
O GIN, ou Generalized Inverted Index, é uma das estruturas mais importantes do PostgreSQL para determinados tipos de dados e consultas.
Ele pode ser utilizado em cenários envolvendo valores compostos, arrays, documentos e outras estruturas suportadas pelas respectivas operator classes.
Exemplo
CREATE INDEX idx_documentos_dados
ON documentos
USING GIN (dados);
Esse tipo de índice não possui uma equivalência direta com um índice B-tree tradicional do Oracle.
Portanto, durante uma migração, é necessário identificar se a aplicação utiliza estruturas que podem se beneficiar de GIN e avaliar o modelo de dados no PostgreSQL.
O PostgreSQL também possui estratégias específicas para GIN e documenta diferenças importantes de custo de manutenção, especialmente em cenários com grande volume de inserções.
Índices GiST e SP-GiST
O PostgreSQL disponibiliza GiST e SP-GiST como métodos de indexação especializados.
Eles são importantes em determinados cenários que vão além do modelo tradicional de igualdade e intervalo utilizado por B-tree.
Durante uma migração Oracle, não se deve procurar obrigatoriamente uma correspondência um-para-um para esses índices. O mais importante é identificar a necessidade funcional da aplicação e escolher o método de acesso adequado no PostgreSQL.
O PostgreSQL disponibiliza esses métodos como parte de sua arquitetura de access methods para índices, juntamente com B-tree, Hash, GIN e BRIN.
Índices BRIN e grandes volumes de dados
O BRIN, ou Block Range Index, é outro recurso importante do PostgreSQL que não possui equivalência direta com o índice tradicional do Oracle.
O BRIN armazena informações resumidas sobre intervalos de blocos físicos da tabela. Ele é especialmente interessante quando existe correlação entre a ordem física dos registros e os valores indexados.
Esse comportamento pode ser extremamente relevante para tabelas muito grandes, como:
- logs;
- eventos;
- telemetria;
- históricos;
- transações organizadas temporalmente;
- dados de auditoria;
- séries temporais.
Exemplo
CREATE INDEX idx_eventos_data
ON eventos
USING BRIN (data_evento);
Em determinadas tabelas muito grandes, um BRIN pode ser uma alternativa muito mais eficiente em espaço do que um B-tree tradicional, desde que as características dos dados sejam compatíveis com o método.
Índices únicos Oracle vs PostgreSQL
Oracle e PostgreSQL permitem utilizar índices únicos para garantir que determinados valores não sejam duplicados.
Oracle
CREATE UNIQUE INDEX idx_cliente_cpf
ON clientes (cpf);
PostgreSQL
CREATE UNIQUE INDEX idx_cliente_cpf
ON clientes (cpf);
Porém, em projetos de migração é importante distinguir a necessidade de performance da necessidade de integridade.
Quando o objetivo principal é garantir unicidade de dados, uma constraint UNIQUE pode representar melhor a intenção lógica do modelo.
ALTER TABLE clientes
ADD CONSTRAINT uk_cliente_cpf UNIQUE (cpf);
A estratégia final deve considerar a estrutura existente no Oracle e a forma como a aplicação depende dessas regras.

Índices e NULL: atenção durante a migração
Comportamentos relacionados a valores NULL precisam ser analisados cuidadosamente em uma migração Oracle para PostgreSQL.
Não é recomendável assumir que uma estrutura aparentemente equivalente terá exatamente o mesmo comportamento em todos os cenários.
Consultas, constraints, índices únicos, expressões e regras de negócio devem ser validados com dados reais ou representativos.
Esse tipo de validação é particularmente importante em aplicações antigas que acumulam regras de negócio implícitas no comportamento do banco.
Índices particionados Oracle vs PostgreSQL
O Oracle possui recursos específicos para índices associados a tabelas particionadas, incluindo estratégias locais e globais.
O PostgreSQL trabalha com particionamento de tabelas e permite criar índices sobre tabelas particionadas, com estruturas relacionadas às partições.
A migração de uma arquitetura Oracle particionada para PostgreSQL precisa ser planejada em conjunto com a estratégia de particionamento.
Não é recomendável analisar o índice isoladamente.
O projeto deve considerar simultaneamente:
- chave de particionamento;
- quantidade de partições;
- volume de dados por partição;
- crescimento futuro;
- consultas mais frequentes;
- operações de manutenção;
- retenção de dados;
- carga de INSERT, UPDATE e DELETE;
- planos de execução.
Índices Oracle vs PostgreSQL em sistemas OLTP
Em sistemas OLTP, o objetivo principal costuma ser equilibrar velocidade de leitura com baixo custo de manutenção das estruturas de escrita.
Um erro comum em projetos Oracle é transportar todos os índices existentes para o PostgreSQL sem questionar sua necessidade.
Isso pode resultar em excesso de índices, aumento do armazenamento e maior custo de manutenção.
Em sistemas transacionais, devem ser priorizados os índices que efetivamente ajudam as consultas críticas e que apresentam benefício justificável diante do custo de manutenção.
Índices Oracle vs PostgreSQL em Data Warehouse
Ambientes analíticos apresentam características diferentes de sistemas OLTP.
No Oracle, bitmap indexes podem ser relevantes em determinados cenários de Data Warehouse, principalmente para colunas de baixa cardinalidade e workloads com baixa atividade de DML.
No PostgreSQL, a estratégia pode envolver uma combinação de B-tree, GIN, BRIN, particionamento, materialização, modelagem dimensional e outras técnicas, dependendo do workload.
Portanto, a migração de índices de um Data Warehouse Oracle exige uma análise mais profunda do padrão das consultas e do modelo físico.
Como identificar índices que devem ser migrados
Antes de converter os índices, recomenda-se construir um inventário completo.
- nome do índice;
- tabela associada;
- colunas;
- ordem das colunas;
- tipo do índice;
- unicidade;
- particionamento;
- expressões utilizadas;
- frequência de utilização;
- consultas relacionadas;
- tamanho;
- custo de manutenção;
- dependências da aplicação.
Esse inventário permite separar os índices em grupos.
Grupo 1 — Conversão direta
São índices simples, normalmente B-tree, cuja finalidade pode ser reproduzida diretamente no PostgreSQL.
Grupo 2 — Conversão com redesenho
São índices que possuem recursos ou características específicas do Oracle e precisam de uma estratégia equivalente no PostgreSQL.
Grupo 3 — Substituição por outro método
São casos em que o PostgreSQL oferece uma estrutura mais adequada, como GIN ou BRIN.
Grupo 4 — Índices desnecessários
São estruturas que existem no Oracle, mas que não apresentam utilização relevante ou cujo benefício não justifica o custo no novo ambiente.
Como analisar índices Oracle antes da migração
Uma etapa importante do assessment é levantar não apenas quais índices existem, mas quais realmente são relevantes para o workload.
O inventário deve ser associado às consultas críticas da aplicação.
Uma análise adequada deve responder perguntas como:
- Quais consultas dependem desse índice?
- Qual a frequência dessas consultas?
- Qual é a seletividade das colunas?
- O índice é utilizado efetivamente?
- O índice possui colunas redundantes?
- Existe outro índice que atende à mesma necessidade?
- O índice é necessário para integridade ou apenas para performance?
- Qual é o custo desse índice nas operações de escrita?
Como validar os índices depois da migração
A validação deve ser baseada em evidências, e não apenas na existência física dos índices.
No PostgreSQL, o plano de execução pode ser analisado utilizando ferramentas como EXPLAIN e EXPLAIN ANALYZE.
EXPLAIN ANALYZE
SELECT *
FROM pedidos
WHERE cliente_id = 1000
AND data_pedido >= DATE '2026-01-01';
O objetivo é verificar se o PostgreSQL está escolhendo uma estratégia eficiente para a consulta.
Também é importante analisar estatísticas, cardinalidade, estimativas do planner, quantidade de linhas retornadas e comportamento real sob carga.
Erros comuns na migração de índices Oracle para PostgreSQL
1. Copiar todos os índices
Essa abordagem aumenta a complexidade e pode criar estruturas que não possuem utilidade no novo ambiente.
2. Ignorar a ordem das colunas
Em índices multicoluna, a ordem é parte fundamental do desenho.
3. Tentar substituir bitmap por B-tree automaticamente
Essa conversão pode produzir resultados muito diferentes, especialmente em ambientes analíticos.
4. Ignorar índices baseados em funções
Consultas que utilizam expressões podem perder desempenho se os índices correspondentes não forem redesenhados corretamente.
5. Não avaliar índices parciais
O PostgreSQL oferece uma ferramenta poderosa para indexar somente subconjuntos relevantes dos dados.
6. Não avaliar BRIN em tabelas muito grandes
Em determinados workloads, um B-tree pode ser muito maior do que o necessário.
7. Validar somente sintaxe
Uma migração tecnicamente correta precisa validar também desempenho, planos de execução e comportamento sob carga.
Estratégia recomendada para migrar índices Oracle para PostgreSQL
Uma estratégia segura pode ser organizada em etapas.
- Inventariar todos os índices Oracle.
- Classificar os índices por tipo e finalidade.
- Mapear os índices para as consultas críticas.
- Identificar índices redundantes ou sem utilização relevante.
- Classificar os índices que possuem recursos específicos do Oracle.
- Redesenhar as estruturas que não possuem equivalência direta.
- Criar os índices iniciais no PostgreSQL.
- Executar testes funcionais e de performance.
- Analisar planos de execução.
- Ajustar os índices conforme o workload real.
- Monitorar o ambiente após a entrada em produção.

Índices Oracle vs PostgreSQL: o que pode ser convertido diretamente?
| Oracle | PostgreSQL | Estratégia |
|---|---|---|
| B-tree | B-tree | Normalmente conversão direta |
| Índice composto | Índice multicoluna | Validar ordem das colunas |
| Function-based index | Expression index | Redesenho geralmente simples |
| Unique index | Unique index / UNIQUE constraint | Validar finalidade |
| Bitmap | Sem equivalente direto | Redesenhar conforme workload |
| Partitioned index | Índices associados ao particionamento | Reavaliar arquitetura |
| Índice em grandes volumes temporais | BRIN em cenários adequados | Avaliar correlação física |
| Estruturas especializadas | GIN/GiST/SP-GiST | Avaliar tipo de dado e consulta |
Impacto dos índices no custo de operação
Um índice melhora determinadas leituras, mas também introduz custo.
Cada operação de escrita pode exigir manutenção das estruturas de indexação relacionadas.
Por isso, uma estratégia de indexação empresarial precisa considerar o equilíbrio entre:
- tempo de resposta;
- throughput;
- latência;
- armazenamento;
- operações de escrita;
- tempo de manutenção;
- backup;
- replicação;
- crescimento da base;
- recuperação e disaster recovery.
Em ambientes críticos, esse equilíbrio é especialmente importante porque uma grande quantidade de índices pode aumentar o tamanho do banco e influenciar operações de manutenção, backup, replicação e recuperação.
Índices e alta disponibilidade PostgreSQL
Em arquiteturas PostgreSQL de alta disponibilidade, as estruturas de dados e índices fazem parte do volume de dados que precisa ser mantido de forma consistente entre os componentes da arquitetura.
Isso significa que o projeto de indexação deve ser considerado dentro da arquitetura geral do banco.
Em ambientes empresariais, a análise de índices deve estar integrada às estratégias de:
- replicação;
- failover;
- backup;
- disaster recovery;
- monitoramento;
- capacity planning;
- performance tuning.
Por que a migração de índices deve fazer parte do Assessment Oracle PostgreSQL?
O desenho dos índices é um dos elementos que pode determinar o sucesso ou fracasso de uma migração.
Uma aplicação pode funcionar corretamente no PostgreSQL e, ainda assim, apresentar desempenho inferior ao Oracle se as estruturas de acesso não forem adequadamente redesenhadas.
Por esse motivo, um assessment técnico deve considerar o catálogo do Oracle, as consultas críticas, os planos de execução, a distribuição dos dados, os volumes, o crescimento esperado e as características do ambiente PostgreSQL de destino.
O objetivo não deve ser simplesmente obter um PostgreSQL que contenha as mesmas tabelas e índices do Oracle. O objetivo deve ser construir uma arquitetura PostgreSQL capaz de atender aos requisitos funcionais e de desempenho da aplicação.
Índices Oracle vs PostgreSQL: conclusão
A comparação entre Índices Oracle vs PostgreSQL demonstra que existe uma boa correspondência para estruturas tradicionais, principalmente B-tree, índices compostos e índices baseados em expressões. Entretanto, recursos como bitmap indexes, estratégias de particionamento e determinadas otimizações específicas do Oracle exigem análise e redesenho.
O PostgreSQL também oferece mecanismos próprios, como GIN, GiST, SP-GiST e BRIN, que podem abrir oportunidades de otimização durante a modernização.
Por isso, uma migração bem planejada não deve tratar índices como simples objetos a serem convertidos automaticamente. Eles devem ser avaliados como componentes da arquitetura de dados e do workload da aplicação.
Para ambientes corporativos, críticos ou de grande volume, a abordagem mais segura é realizar um inventário dos índices Oracle, relacioná-los às consultas reais, classificar as estruturas por finalidade e reconstruir a estratégia de indexação no PostgreSQL com base no comportamento esperado do novo ambiente.
FAQ — Perguntas Frequentes
Índices Oracle podem ser migrados diretamente para PostgreSQL?
Alguns sim. Índices B-tree simples e muitos índices compostos possuem equivalência direta de sintaxe. Entretanto, índices bitmap, estruturas particionadas e outros recursos específicos precisam ser avaliados e, em alguns casos, redesenhados.
O PostgreSQL possui índice bitmap igual ao Oracle?
Não existe no PostgreSQL um bitmap index nativo equivalente ao recurso do Oracle. A estratégia deve ser redesenhada de acordo com o workload, podendo envolver outros tipos de índices, particionamento ou alterações de modelagem.
O PostgreSQL possui índices baseados em funções?
Sim. O PostgreSQL permite criar índices sobre expressões, possibilitando atender consultas que utilizam funções ou transformações sobre os dados.
O PostgreSQL possui índices parciais?
Sim. Índices parciais podem indexar somente as linhas que atendem a uma determinada condição, sendo úteis em diversos cenários de grandes tabelas e consultas seletivas.
O que é BRIN no PostgreSQL?
BRIN significa Block Range Index. Ele armazena informações resumidas sobre intervalos de blocos físicos e pode ser muito eficiente em tabelas grandes nas quais existe correlação entre a ordem física dos dados e os valores indexados.
Qual é o índice padrão do PostgreSQL?
O B-tree é o método padrão utilizado pelo comando CREATE INDEX no PostgreSQL.
É correto copiar todos os índices Oracle para PostgreSQL?
Não necessariamente. O ideal é realizar uma análise de utilização, redundância, seletividade, workload e custo de manutenção antes de definir quais estruturas serão recriadas.
Índices compostos Oracle e PostgreSQL são equivalentes?
Os dois bancos suportam índices multicoluna, mas a ordem das colunas deve ser validada conforme as consultas executadas. No PostgreSQL, especialmente para B-tree, as colunas à esquerda possuem importância significativa na estratégia de busca.
Como validar se os índices migrados estão funcionando?
É necessário analisar os planos de execução e o comportamento real das consultas, utilizando ferramentas como EXPLAIN e EXPLAIN ANALYZE, além de testes de carga e monitoramento.
Uma migração Oracle para PostgreSQL pode melhorar a estratégia de indexação?
Sim. A migração pode ser uma oportunidade para eliminar índices redundantes, utilizar índices parciais, explorar BRIN para determinados grandes volumes e utilizar outros métodos nativos do PostgreSQL quando forem mais adequados ao workload.
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