Migração de Dados Oracle para PostgreSQL: Guia Completo para Ambientes Corporativos

Equipe Dominus Tech analisando arquitetura corporativa de migração de dados Oracle para PostgreSQL, com fluxo de migração, validação, desempenho e monitoramento em tempo real.
Equipe Dominus Tech acompanhando uma arquitetura corporativa de migração de dados Oracle para PostgreSQL, com monitoramento de desempenho, integridade e status da operação.

Migração de Dados Oracle para PostgreSQL: Guia Completo para Ambientes Corporativos

Migração de Dados Oracle para PostgreSQL é uma das etapas mais importantes de um projeto de modernização de banco de dados, pois envolve transferir informações críticas do ambiente Oracle para uma nova plataforma PostgreSQL ou EDB Postgres, preservando integridade, consistência, segurança e disponibilidade dos dados.

Em projetos corporativos, essa etapa não deve ser tratada simplesmente como uma operação de exportação e importação de tabelas. A migração de dados precisa considerar volume, tipos de dados, dependências entre tabelas, chaves estrangeiras, índices, particionamento, caracteres, objetos LOB, regras de negócio, janelas de indisponibilidade, desempenho da transferência e validação dos resultados.

Quando a origem é Oracle e o destino é PostgreSQL, o projeto também precisa lidar com diferenças de implementação entre os dois bancos. Em ambientes que utilizam EDB Postgres Advanced Server, alguns recursos de compatibilidade com Oracle podem reduzir o esforço de conversão, mas ainda é necessário analisar o comportamento dos dados e validar o resultado da migração.

Por isso, a Migração de Dados Oracle para PostgreSQL deve fazer parte de uma estratégia maior de migração, envolvendo assessment, planejamento, conversão de schema, migração dos dados, adaptação das aplicações, testes, validação e cutover.


O que é Migração de Dados Oracle para PostgreSQL?

A Migração de Dados Oracle para PostgreSQL consiste na transferência dos dados armazenados em uma ou mais bases Oracle para uma infraestrutura PostgreSQL ou EDB Postgres.

O processo normalmente envolve:

  • inventário das bases Oracle;
  • identificação das tabelas e volumes de dados;
  • análise dos tipos de dados;
  • avaliação das dependências entre objetos;
  • extração dos dados;
  • transformação dos dados quando necessária;
  • criação das estruturas no ambiente de destino;
  • carga inicial;
  • tratamento das dependências;
  • sincronização das alterações;
  • validação da consistência;
  • testes de performance;
  • preparação do cutover;
  • execução da migração definitiva.

Em projetos pequenos, o processo pode ser relativamente simples. Em ambientes corporativos, entretanto, a quantidade de dados, a complexidade das aplicações e os requisitos de disponibilidade tornam a migração uma atividade de engenharia de dados e infraestrutura.


Por que a migração de dados exige planejamento?

O dado é o ativo que precisa permanecer confiável durante todo o processo de migração. Uma estrutura de banco pode ser recriada, mas uma inconsistência nos dados pode gerar impactos diretamente nos processos de negócio.

Uma migração mal planejada pode resultar em:

  • registros ausentes;
  • registros duplicados;
  • valores truncados;
  • problemas de conversão de tipos;
  • diferenças de precisão numérica;
  • problemas de encoding;
  • quebras de relacionamentos;
  • inconsistências entre tabelas;
  • perda de dados LOB;
  • tempo de indisponibilidade superior ao planejado;
  • degradação de performance após a migração.

Por esse motivo, o planejamento precisa definir exatamente o que será migrado, como será migrado, quando será migrado e como o resultado será validado.


Etapas da Migração de Dados Oracle para PostgreSQL

1. Inventário dos dados Oracle

O primeiro passo é compreender o ambiente de origem.

O inventário deve identificar:

  • bancos de dados;
  • schemas;
  • tabelas;
  • quantidade de registros;
  • tamanho das tabelas;
  • índices;
  • chaves primárias;
  • chaves estrangeiras;
  • constraints;
  • partições;
  • colunas LOB;
  • tipos de dados especiais;
  • tabelas temporárias;
  • objetos utilizados pelas aplicações.

Esse inventário permite determinar o tamanho real do projeto e identificar previamente os pontos que podem exigir tratamento especial.

2. Classificação dos dados

Nem todos os dados precisam necessariamente seguir o mesmo processo de migração.

É possível classificar as informações de acordo com características como:

  • volume;
  • criticidade;
  • frequência de atualização;
  • dependências;
  • sensibilidade;
  • necessidade de transformação;
  • necessidade de sincronização contínua.

Essa classificação ajuda a determinar quais tabelas podem ser migradas antecipadamente e quais precisam permanecer sincronizadas até o momento do cutover.


Diagrama corporativo de migração de dados com ambiente Oracle na origem, camada de extração e transformação, fluxo de dados, validação e cluster PostgreSQL no destino, com identidade visual da Dominus Tech.
Arquitetura corporativa de migração de dados com extração, transformação, validação e sincronização entre ambientes de origem e destino.

Oracle e PostgreSQL: diferenças que afetam os dados

A migração de dados não deve considerar somente os valores armazenados. É necessário analisar como cada banco representa e manipula esses valores.

Tipos numéricos

Oracle e PostgreSQL possuem mecanismos diferentes para representação de valores numéricos. Durante a migração, é necessário verificar precisão, escala e comportamento das colunas utilizadas para valores financeiros, cálculos científicos e identificadores.

Strings e caracteres

Campos de texto exigem atenção especial quando existem diferenças de tamanho, encoding, collation ou regras de comparação.

Aplicações corporativas que armazenam nomes, endereços, documentos, descrições ou informações multilíngues devem ser testadas após a migração.

Datas e horários

Campos relacionados a datas e horários precisam ser avaliados considerando timezone, precisão temporal e comportamento das aplicações.

Uma diferença aparentemente pequena na representação de horário pode provocar problemas em sistemas financeiros, integrações, auditoria e processamento de eventos.

CLOB e BLOB

Objetos que armazenam grandes volumes de texto ou dados binários precisam de planejamento específico.

Dependendo da arquitetura utilizada, mecanismos como database links ou recursos específicos de ferramentas de migração podem ser considerados para determinados cenários.

Valores NULL

Também é necessário validar o tratamento de valores nulos, principalmente em processos que envolvem transformação ou conversão de tipos.


Extração dos dados Oracle

A extração é a etapa em que os dados são obtidos do ambiente Oracle para posterior carregamento no destino.

A estratégia pode variar conforme o volume e os requisitos do projeto.

Entre as possibilidades estão:

  • exportação lógica;
  • ferramentas especializadas de migração;
  • carga direta entre ambientes;
  • database links;
  • processos ETL;
  • replicação;
  • extrações incrementais.

Para ambientes menores, uma abordagem baseada em exportação e carga pode ser suficiente. Para grandes volumes ou ambientes com baixa tolerância a indisponibilidade, pode ser necessário utilizar estratégias mais sofisticadas.


Transformação dos dados

Nem sempre os dados precisam ser transformados. Porém, quando existem incompatibilidades entre Oracle e PostgreSQL, uma camada de transformação pode ser necessária.

Alguns exemplos incluem:

  • conversão de tipos;
  • tratamento de datas;
  • conversão de valores booleanos;
  • tratamento de campos LOB;
  • normalização de caracteres;
  • adequação de formatos;
  • tratamento de valores especiais;
  • conversão de estruturas específicas do Oracle.

A transformação deve ser documentada. Toda alteração aplicada durante o processo precisa ser conhecida para que a equipe consiga reproduzir a migração e validar os resultados.


Carga dos dados no PostgreSQL

Depois da extração e transformação, os dados são carregados no ambiente PostgreSQL.

Em projetos corporativos, a ordem da carga é importante.

Normalmente, recomenda-se considerar:

  • criação das estruturas;
  • carga das tabelas independentes;
  • carga das tabelas principais;
  • carga das tabelas dependentes;
  • tratamento das foreign keys;
  • recriação ou atualização de índices;
  • atualização das estatísticas;
  • validação dos registros.

Dependências entre tabelas podem fazer com que uma carga aparentemente simples apresente erros de integridade referencial. Por isso, a estratégia de carga deve ser planejada considerando as relações entre os objetos.


Migração de Dados com EDB Migration Toolkit

O EDB Migration Toolkit é uma das ferramentas utilizadas em projetos de migração para PostgreSQL e EDB Postgres Advanced Server.

A ferramenta permite migrar objetos e dados de diferentes plataformas, incluindo Oracle, para PostgreSQL ou EDB Postgres Advanced Server.

Em um projeto Oracle para PostgreSQL, o Migration Toolkit pode ser utilizado para controlar a migração por linha de comando e aplicar diferentes opções de execução.

Entre os recursos disponíveis estão mecanismos para controlar lote de inserções, modo de execução, conversão de tipos e estratégias de carga.

Para grandes projetos, a possibilidade de executar processos de migração de forma controlada e reproduzível é especialmente importante.

A documentação atual do EDB descreve o Migration Toolkit como uma ferramenta de linha de comando para migração de objetos e dados entre bancos de dados, incluindo Oracle e PostgreSQL. :contentReference[oaicite:0]{index=0}


Migração somente de dados com Migration Toolkit

Quando o schema já foi convertido e criado no destino, a migração pode ser realizada concentrando-se especificamente nos dados.

O EDB documenta o uso do Migration Toolkit em modo dataOnly para essa finalidade.

Uma estratégia desse tipo permite separar conceitualmente duas atividades:

  • migração e validação do schema;
  • migração e validação dos dados.

Essa separação pode facilitar a execução de ciclos de testes e a repetição da carga durante a preparação do projeto.

Em determinados cenários, a opção truncLoad pode ser utilizada para lidar com dependências entre foreign keys durante a carga, conforme documentado pelo EDB. :contentReference[oaicite:1]{index=1}


Migração de grandes volumes de dados

Grandes bancos Oracle apresentam desafios diferentes de bases pequenas.

Quando existem centenas de milhões ou bilhões de registros, o tempo de transferência passa a ser um fator crítico.

Nesses ambientes, é necessário avaliar:

  • largura de banda;
  • capacidade de armazenamento;
  • IOPS;
  • CPU;
  • memória;
  • paralelismo;
  • tamanho dos lotes;
  • impacto sobre o Oracle;
  • impacto sobre o PostgreSQL;
  • tempo total de carga.

O EDB documenta alternativas para bancos maiores que precisam de carga paralela, incluindo mecanismos de database link e abordagens específicas para determinados tipos de dados. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

Carga paralela

A paralelização pode reduzir significativamente o tempo total da migração, desde que o ambiente de origem, rede e destino sejam capazes de suportar a carga adicional.

Entretanto, simplesmente aumentar o número de processos paralelos não garante maior desempenho. É necessário identificar o verdadeiro gargalo da infraestrutura.


Migração incremental de dados

Em ambientes críticos, uma estratégia de migração baseada em uma única carga final pode resultar em uma janela de indisponibilidade muito grande.

Uma alternativa é realizar uma carga inicial e posteriormente manter o ambiente de destino atualizado com as alterações ocorridas na origem.

Essa abordagem pode reduzir o volume de dados que precisa ser transferido durante o cutover.

Dependendo dos requisitos do projeto, podem ser avaliadas tecnologias de:

  • replicação;
  • CDC;
  • database links;
  • processamento incremental;
  • ETL incremental.

A escolha depende do volume de alterações, da criticidade da aplicação, da arquitetura de origem e destino e do nível de disponibilidade necessário.


Migração Oracle para PostgreSQL com baixa indisponibilidade

Quando o sistema não pode permanecer indisponível durante longos períodos, a estratégia de migração deve ser planejada para reduzir o tempo entre a última sincronização e o momento em que a aplicação começa a utilizar o PostgreSQL.

Uma abordagem típica pode envolver:

  1. preparação do ambiente PostgreSQL;
  2. conversão do schema;
  3. carga inicial dos dados;
  4. validação inicial;
  5. sincronização das alterações;
  6. testes da aplicação;
  7. preparação do cutover;
  8. congelamento ou controle das alterações no Oracle;
  9. sincronização final;
  10. validação final;
  11. redirecionamento da aplicação;
  12. monitoramento pós-cutover.

Essa estratégia não elimina os riscos, mas permite que uma parcela significativa do trabalho seja realizada antes da janela de mudança.


Diagrama corporativo de migração Oracle para PostgreSQL com carga inicial, sincronização incremental, validação de dados e etapa de cutover.
Arquitetura de migração corporativa com carga inicial, sincronização incremental, validação e cutover para PostgreSQL.

Validação dos dados após a migração

A validação é uma das etapas mais importantes do projeto.

Não basta confirmar que a carga terminou sem apresentar erros técnicos. É necessário verificar se o conteúdo do banco de destino corresponde ao esperado.

Contagem de registros

Uma das primeiras validações consiste em comparar a quantidade de registros das tabelas de origem e destino.

Por exemplo:

  • Oracle: 10.000.000 registros;
  • PostgreSQL: 10.000.000 registros.

A igualdade das contagens é um indicador importante, mas não é suficiente para comprovar a integridade da migração.

Validação por amostragem

Também pode ser realizada uma comparação de registros selecionados, especialmente para tabelas críticas.

Podem ser comparados:

  • identificadores;
  • datas;
  • valores monetários;
  • status;
  • campos calculados;
  • dados de auditoria.

Checksums e hashes

Para determinados cenários, mecanismos de hash podem ser utilizados para comparar conjuntos de dados entre origem e destino.

Essa abordagem pode aumentar a confiança na validação, especialmente quando existem grandes volumes de dados.

Validação das chaves

Também é importante verificar:

  • chaves primárias;
  • chaves estrangeiras;
  • registros órfãos;
  • unicidade;
  • constraints.

Testes de integridade após a migração

Depois da carga, o ambiente PostgreSQL deve ser submetido a testes de integridade.

Entre os testes recomendados estão:

  • comparação de contagens;
  • verificação de chaves primárias;
  • verificação de foreign keys;
  • identificação de registros órfãos;
  • validação de valores NULL;
  • validação de campos obrigatórios;
  • comparação de valores críticos;
  • validação de dados financeiros;
  • validação de dados históricos;
  • validação de dados recentes.

Em ambientes regulados, também é recomendável documentar formalmente os critérios de aceite.


Performance durante a migração

A performance da migração depende tanto da origem quanto do destino.

Os principais componentes envolvidos são:

  • CPU do Oracle;
  • CPU do PostgreSQL;
  • memória;
  • storage;
  • rede;
  • processos de extração;
  • processos de transformação;
  • processos de carga;
  • índices;
  • WAL;
  • checkpoints;
  • configuração do PostgreSQL.

Por isso, antes da migração definitiva, é recomendável executar testes com volumes representativos.

Benchmark de migração

Um benchmark permite estimar o tempo necessário para migrar determinado volume de dados.

Por exemplo, se um teste demonstrar que 500 GB são transferidos em determinado intervalo, a equipe pode utilizar essa informação para estimar a janela de migração de um ambiente maior.

Entretanto, essa estimativa deve considerar que o desempenho pode variar conforme o tamanho das tabelas, quantidade de índices, distribuição dos dados, concorrência e infraestrutura.


Índices durante a carga de dados

Índices podem influenciar significativamente o desempenho de uma carga.

Em determinadas estratégias, pode ser mais eficiente realizar a carga dos dados e posteriormente criar ou reconstruir determinados índices.

Essa decisão precisa ser tomada de acordo com o cenário.

Em tabelas pequenas, a diferença pode ser irrelevante. Em tabelas extremamente grandes, a estratégia de criação dos índices pode alterar significativamente o tempo total da migração.

Essa análise também deve considerar as necessidades de validação e os requisitos de disponibilidade do ambiente.


Atualização das estatísticas no PostgreSQL

Depois de uma grande carga de dados, as estatísticas utilizadas pelo otimizador precisam estar adequadas ao novo conteúdo da base.

Uma base recém-carregada pode apresentar comportamento de consultas diferente daquele observado em um ambiente já estabilizado.

Por isso, a etapa pós-carga deve incluir procedimentos de atualização das estatísticas e testes das consultas críticas.

Esse cuidado é especialmente importante quando a aplicação possui consultas complexas, grandes tabelas e diferentes padrões de distribuição de dados.


Como migrar dados Oracle para PostgreSQL com segurança?

Uma migração segura deve ser conduzida de maneira controlada e repetível.

Uma metodologia recomendada pode seguir o seguinte fluxo:

  1. Assessment: levantamento do ambiente Oracle.
  2. Planejamento: definição da estratégia de migração.
  3. Mapeamento: identificação dos dados e dependências.
  4. Conversão: adequação do schema.
  5. Preparação: criação do ambiente PostgreSQL.
  6. Carga inicial: transferência dos dados.
  7. Validação: comparação entre origem e destino.
  8. Testes: execução dos testes técnicos e funcionais.
  9. Sincronização: atualização das alterações pendentes.
  10. Cutover: mudança definitiva da aplicação.
  11. Monitoramento: acompanhamento do novo ambiente.

Principais riscos da Migração de Dados Oracle para PostgreSQL

Entre os riscos mais comuns estão:

  • diferenças de tipos de dados;
  • dados incompatíveis;
  • perda de precisão;
  • problemas com caracteres;
  • problemas com timezone;
  • dados LOB;
  • dependências entre tabelas;
  • carga incompleta;
  • duplicidade de registros;
  • falhas de sincronização;
  • tempo de migração superior ao previsto;
  • performance insuficiente no destino;
  • inconsistências descobertas somente após o cutover.

Um projeto profissional deve transformar esses riscos em itens de controle, testes e critérios de aceite.


Migração de Dados para PostgreSQL ou EDB Postgres Advanced Server?

A escolha entre PostgreSQL comunitário e EDB Postgres Advanced Server depende dos requisitos do projeto.

Quando existe grande quantidade de código Oracle, tipos específicos, PL/SQL e outros recursos proprietários, os recursos de compatibilidade do EDB Postgres Advanced Server podem reduzir o esforço de conversão.

O EDB documenta recursos de compatibilidade com Oracle em áreas como objetos de banco, tipos de dados, extensões SQL, PL/SQL, views de dicionário e determinados pacotes. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

Quando o objetivo é uma migração para PostgreSQL comunitário, o projeto pode exigir maior nível de transformação e adequação de objetos e aplicações.

A decisão deve ser baseada na análise técnica do ambiente e não apenas na escolha do banco de dados.


Ferramentas para Migração de Dados Oracle para PostgreSQL

Diferentes ferramentas podem fazer parte de uma estratégia de migração.

EDB Migration Portal

O Migration Portal é utilizado principalmente para avaliação e conversão de schemas Oracle para EDB Postgres Advanced Server. A ferramenta analisa objetos do schema e identifica incompatibilidades que precisam ser corrigidas. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

EDB Migration Toolkit

O Migration Toolkit é direcionado à migração de objetos e dados e oferece controle por linha de comando sobre o processo de migração. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

EDB Replication Server

Em determinados projetos, tecnologias de replicação podem ser utilizadas para manter dados sincronizados durante o processo de transição e reduzir a janela de indisponibilidade.

Database Links

Em ambientes EDB Postgres Advanced Server, database links e recursos relacionados podem ser considerados em determinados cenários de transferência de dados entre Oracle e o ambiente de destino. :contentReference[oaicite:6]{index=6}


Como reduzir o risco do projeto?

A principal estratégia para reduzir riscos é evitar que a primeira migração seja a migração definitiva.

Antes do cutover, é recomendável executar ciclos completos de teste:

  • primeira migração de laboratório;
  • validação dos dados;
  • correção de problemas;
  • segunda migração;
  • teste de performance;
  • teste da aplicação;
  • teste de sincronização;
  • simulação do cutover;
  • documentação dos procedimentos;
  • migração definitiva.

Quanto mais crítico for o sistema, mais importante é transformar a migração em um processo repetível.


Equipe da Dominus Tech analisando comparação e validação de dados entre Oracle e PostgreSQL em ambiente corporativo.
Equipe técnica da Dominus Tech acompanha a validação de dados, integridade, consistência e performance durante uma migração corporativa entre Oracle e PostgreSQL.

Checklist para Migração de Dados Oracle para PostgreSQL

  • Inventário completo dos bancos Oracle.
  • Identificação das tabelas críticas.
  • Levantamento do volume de dados.
  • Identificação dos maiores objetos.
  • Mapeamento dos tipos de dados.
  • Identificação de dados LOB.
  • Mapeamento das dependências.
  • Definição da ferramenta de migração.
  • Preparação do PostgreSQL ou EDB Postgres.
  • Execução da carga inicial.
  • Validação das contagens.
  • Validação dos dados críticos.
  • Validação das constraints.
  • Atualização das estatísticas.
  • Teste de performance.
  • Teste funcional da aplicação.
  • Definição da estratégia de sincronização.
  • Simulação do cutover.
  • Definição do plano de rollback.
  • Execução do cutover.
  • Monitoramento pós-migração.

Quando utilizar uma abordagem profissional de migração?

Projetos envolvendo pequenas bases e aplicações simples podem eventualmente ser executados internamente pela equipe de TI.

Porém, quando o ambiente possui grande volume de dados, múltiplas aplicações, alta criticidade, requisitos de disponibilidade, integrações complexas ou forte dependência de recursos Oracle, uma abordagem especializada pode reduzir riscos e acelerar o projeto.

Uma consultoria especializada pode atuar desde o assessment até a execução do cutover, incluindo planejamento, conversão, migração de dados, testes, performance, alta disponibilidade e suporte pós-migração.


Conclusão

A Migração de Dados Oracle para PostgreSQL é muito mais do que copiar registros de uma plataforma para outra. É um processo que precisa preservar integridade, consistência, segurança e disponibilidade dos dados enquanto o ambiente passa por uma mudança tecnológica significativa.

Uma estratégia bem estruturada começa pelo inventário e planejamento, passa pelo mapeamento dos dados, conversão do schema, definição da estratégia de carga, execução de testes e validações e termina com um cutover controlado.

Em ambientes corporativos, ferramentas como EDB Migration Toolkit, Migration Portal e tecnologias de replicação podem fazer parte da estratégia, dependendo das características do projeto. A documentação do EDB também recomenda considerar dados, schema, infraestrutura, aplicações, operações e dimensionamento durante o planejamento da migração. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

O objetivo final não deve ser apenas concluir a transferência dos dados, mas entregar um ambiente PostgreSQL capaz de suportar as aplicações corporativas com confiabilidade, performance, segurança, disponibilidade e capacidade de crescimento.


FAQ — Perguntas Frequentes

É possível migrar dados diretamente do Oracle para PostgreSQL?

Sim. Existem diferentes estratégias para transferir dados do Oracle para PostgreSQL, incluindo ferramentas especializadas, processos ETL, cargas lógicas, database links e mecanismos de replicação. A melhor abordagem depende do volume, criticidade e requisitos de disponibilidade do ambiente.

Qual ferramenta pode ser utilizada para migrar dados Oracle para PostgreSQL?

O EDB Migration Toolkit é uma das ferramentas disponíveis para migrar objetos e dados de Oracle para PostgreSQL ou EDB Postgres Advanced Server.

É necessário converter os tipos de dados?

Em muitos projetos, sim. Oracle e PostgreSQL possuem diferenças na implementação e representação de determinados tipos de dados. O mapeamento deve ser realizado antes da carga definitiva.

É possível migrar uma grande quantidade de dados?

Sim. Grandes volumes exigem planejamento específico de infraestrutura, rede, armazenamento, paralelismo, tamanho dos lotes e estratégia de carga.

Como validar se todos os dados foram migrados?

A validação pode combinar contagem de registros, comparação de valores críticos, checksums ou hashes, validação de chaves, constraints, registros órfãos e testes funcionais da aplicação.

É possível migrar sem deixar o sistema indisponível por muito tempo?

Sim. Para ambientes críticos podem ser utilizadas estratégias com carga inicial, sincronização incremental ou replicação e uma etapa final de cutover, reduzindo a janela necessária para a mudança definitiva.

EDB Postgres Advanced Server facilita a migração do Oracle?

Em determinados cenários, sim. O EDB Postgres Advanced Server possui recursos de compatibilidade com Oracle que podem reduzir a quantidade de conversões necessárias. Porém, cada ambiente precisa ser avaliado individualmente.

Depois da migração é necessário testar a performance?

Sim. A mudança de plataforma pode alterar o comportamento de consultas e cargas de trabalho. Testes de performance devem fazer parte do processo antes do cutover definitivo.

Uma migração de dados pode ser repetida antes da migração definitiva?

Sim. Na realidade, executar ciclos de migração e validação antes do cutover definitivo é uma das melhores formas de identificar problemas e tornar o procedimento final mais previsível.

Como a Dominus Tech pode ajudar em um projeto de migração?

A Dominus Tech pode atuar no planejamento, assessment, arquitetura, migração, modernização e suporte de ambientes PostgreSQL e EnterpriseDB, considerando os requisitos técnicos e corporativos de cada projeto.


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